Construindo a resistência – com André Singer, Vladimir Safatle e Marilena Chauí

Oiê. Vocês conhecem a editora Boitempo? Ela tem vários livros ótimos, acabei de descobrir que tem desconto para professoras/es (!!!) e, infelizmente, sofreu ameaças por parte de um eleitor daquele candidato.

Mas falando de coisas boas, além do desconto, outra coisa que eu não sabia é que ela tem um canal no Youtube, em que disponibiliza palestras. Por exemplo, tem uma gravação da palestra/debate que aconteceu na última semana na FFLCH (USP) com André Singer, Vladimir Safatle e Marilena Chauí. É um bom vídeo para assistir neste pós-eleições.

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Consultas públicas no Senado

Oi, gente! A eleição já passou mas o exercício da cidadania é diário, não quadrienal. Então juntei aqui algumas votações online no Senado que estão circulando pela internet. Algumas somem por um tempo e depois voltam, outras são recentes; nada garante que o senado respeitará a decisão da maioria, mas é sempre bom participar.

Seguem os links então:

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Patriotismo não é usar as cores da bandeira


Não sei a autoria.

Patriotismo não é usar as cores da bandeira. Não é possível amar a pátria sem amar as pessoas que nela habitam. A pátria não é um símbolo, é o conjunto de tudo que há nela. Nossas terras, nossa cultura e, principalmente, nossas pessoas.

Você não pode se dizer patriota e querer que certos grupos de pessoas sejam expulsos, agredidos, mortos. Amar a pátria é pensar no bem de seu povo. Não faz sentido dizer que ama a pátria e querer votar em um candidato que incita a violência, que diz que vai prender ou mandar embora do país. Você deveria votar em alguém que acredita que vai ser melhor, não votar em alguém que acredita que vai ser pior para algumas pessoas. O voto não deveria ser motivado pelo ódio.


Monero Rapê. Essa charge doeu no coração.

Também não dá pra dizer que é “de bem” e apoiar torturador. Pessoas de bem não fazem isso. Também é incoerente dizer que é a favor da familia e ignorar que existem vários tipos diferentes de família, não um só modelo. Ou defender o porte de armas, para aumentar os riscos que nossas crianças correm nas escolas, na rua e dentro da própria casa, com os acidentes domésticos.

Amar a pátria é incluir, não excluir. Não podemos deixar que esses falsos patriotas nos deixem com aversão ou medo de nossas cores. Não podemos deixar que vença a narrativa de que eles e somente eles é que se importam com o país. O verde e amarelo é de todos nós, não de um ou outro candidato, não de um ou outro movimento político. Nós lutamos pela pátria. Para não entregar nosso país ao ódio. Vamos lembrar daquele slogan – Brasil: um país de todos.


Colorido é que é bonito.


O amor vence o ódio

Vivemos em tempos difíceis. São tempos em que o ódio está solto nas ruas. As pessoas não têm vergonha de falar as coisas mais horríveis na internet. Não têm medo de agredir e até matar quem pensa diferente. Políticos homenageiam torturadores, ameaçam prender ou expulsar pessoas e nada acontece. Parentes, pessoas queridas, que não queremos acreditar que são pessoas horríveis, permanecem indiferentes e viram o rosto diante de nosso medo.

As pessoas estão com medo. Alguns zombam dizendo que agimos como se a violência não existisse antes, porém falta empatia para entender que, sim, crimes de ódio já ocorriam (e já lutávamos contra eles), porém agora eles têm motivação política, os criminosos bradam o nome de seu herói, um político que, ao incitar a violência e dizer que não controla seus eleitores, legitima os crimes que estão acontecendo.

São tempos difíceis. Tememos por nós. A falta dos que se foram dói. E é nesses tempos que mais precisamos de união. Precisamos ficar juntas e juntos. É por nossa segurança, física e mental. Fiquemos perto das pessoas que nos querem bem, cuidemo-nos. Perguntem às pessoas que você conhece se elas estão bem, se precisam de ajuda, se querem desabafar. Encontrem-se para tomar um suco, um café, umas cervejas. Vão juntas/os em atos e mobilizações, pois ver pessoas juntas lutando pelo que acreditam traz esperança, de que tanto precisamos. E acreditem que o amor vencerá o ódio. Aquilo que destruírem, reconstruiremos. Haja o que houver, nos dias mais escuros, precisamos acreditar nisso. Lutemos com amor, pois o amor vence o ódio.

Marielle presente. Anderson Gomes presente. Mestre Moa presente. Laysa presente.


Site MMPB: Música machista popular brasileira

Oi! Hoje queria compartilhar um site que acho ótimo: o MMPB – Música machista popular brasileira. É um projeto para identificar o machisto oculto (às vezes nem tão oculto assim) na música brasileira. Engana-se quem pensa que só vai ter funk. Tem de tudo: sertanejo, bossa nova, rock… Músicas cantadas por homens e também por mulheres.

Eu gosto particularmente do site porque ele é muito didático: além de expor o machismo, explica o problema e coloca links relacionados ao tema. Também tem de tudo: letras que comparam mulheres (tem a mulher pra casar e as outras), letras que exaltam o padrão Amelia da mulher serviçal, letras que sugerem se aproveitar (abusar) de mulheres embriagadas, letras de ciúme e possessividade, letras que assustam (com ameaça mesmo) (aliás, vocês já viram a letra da Maria Chiquinha, que Sandy & Jr cantavam quando eram crianças?), letras erotizando menores de idade (quem da minha geração não cresceu escutando aquela da roda gigante dos Raimundos?)… a lista é longa.

Você pode entrar e contato e enviar uma música!

Até a próxima!


A suspensão do curso de licenciatura em Música na UNAERP

Olá. Este triste post é escrito com informações da querida Thais Padovani, formada na licenciatura em Música na UNAERP e atualmente fazendo bacharelado em canto na Unicamp. (que entrou em contato pra dizer que acompanhava meu blog, o que é sempre uma felicidade! ♥)

De acordo com a coordenação, o curso não foi extinto, está suspenso por causa da baixa procura pela licenciatura – o que é estranho, pois nos comentários do post da Thaís uma moça, a Cintia, diz que várias pessoas tentaram a bolsa do ProUni e não foram convocadas, então teve procura, sim. Talvez não grande o bastante para dar lucro? Esse é o problema de comercializar a educação…

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A situação precária do Instituto de Artes da Unicamp em 2018

Oi! Eu estou no Instituto de Artes desde 2012, passei pela greve de 2013 e 2016 e agora estamos em um novo processo de mobilização (enquanto o DCE finge que nada está acontecendo após vazar da assembleia geral por não quererem votar uma pauta), que já resultou em duas paralisações no IA, uma na última quinta-feira, quando outros institutos também paralisaram, e outra na segunda (também conhecida como hoje).


Obrigada, Geovana, por mandar as fotos dos cartazes!

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