Candidatura ao Conselho de Política Cultural de Campinas

Dentro dos próximos dias acontecerão as eleições para o Conselho de Política Cultural de Campinas. Eu, junto com o companheiro Octavio, estou me candidatando para a Câmara Setorial das Artes. As companheiras Marta e Cylmara estão se candidatando para a Câmara Territorial Centro Sudeste. Seguem os nossos textos de divulgação.

Olá! Eu sou a Patty, Patricia Kawaguchi, e sou candidata na Câmara Setorial das Artes do Conselho de Políticas Culturais de Campinas, tendo como suplente o Octavio Junior Shin. Sou formada e mestra em Música pela Unicamp, fui representante discente no Conselho Universitário, atuo como arte-educadora e faço a curadoria do Cine Olga, um dos cineclubes do MIS Campinas. Octavio trabalhou em um estúdio musical, é vocalista da banda Metropole 842 e atua na área literária como tradutor e editor.

Defendemos que a cultura seja popular e acessível para todes, com a defesa e valorização dos espaços de cultura e de profissionais de todas as áreas relacionadas a arte e cultura. Lutaremos para construir um conselho mais participativo, divulgando os debates e escutando o que a população tem a dizer.

A votação acontecerá nos dias 07, 08 e 09/11 através de um link enviado por e-mail para quem se inscreveu previamente para votar. Contamos com o seu voto!

 

Olá, temos um convite importante!

O Conselho Municipal de Política Cultural de Campinas tem eleição neste mês de novembro. Se você se inscreveu para votar, apresentamos nossa candidatura para a Câmara Territorial Centro Sudeste.

Eu, Marta Fontenele, sou jornalista e pesquisadora, roteirista, e profissional de multimídia. Mestre em Gerontologia (FCM-Unicamp). Atuei como conselheira no Conselho Municipal do Idoso em Campinas, e contribui como curadora em projetos de valorização da memória coletiva da cidade e em iniciativas autorais no campo da literatura e do ausiovisual. Como suplente, a Cylmara Padovan, que é profissional com experiência em Eventos culturais de promoção da cidadania.

Como conselheiras da Cultura pretendemos contribuir para ampliação da participação social, a valorização de artistas locais e a promoção de iniciativas públicas de envolvimento e fortalecimento da comunidade, sobretudo dos movimentos culturais populares, os guardiões e faróis para a vida cultural de Campinas.


Livros lidos em 2021

E vamos à já tradicional lista com todos os livros lidos no ano! Dessa vez eu inovei e tirei uma foto com (quase) todos eles, aproveitando que agora eu tenho câmera de selfie novamente (virei testemunha de xiaomi, obrigada a todes envolvides no processo). Não aparecem na foto alguns livros emprestados.

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Imperialismo sonoro

O imperialismo é (muito resumidamente) uma política de dominação das nações mais poderosas econômica e/ou belicamente, buscando uma hegemonia global. Vou falar um pouco aqui sobre o conceito de imperialismo sonoro de Murray Schafer, compositor e educador musical canadense que faleceu recentemente, no dia 14 de agosto de 2021. Ele é conhecido principalmente pelo conceito de paisagem sonora e pelas propostas de limpeza de ouvidos.

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Artigo: Por uma abordagem anticolonialista da educação musical

Em setembro foi publicado pela Editora CLAEC (Centro Latino-Americano de Estudos em Cultura) o livro “Manifestações culturais e arte-educação na América Latina”, que tem o meu artigo “Por uma abordagem anticolonialista da educação musical: sobre a violência da catequização e a necessidade de valorizar a cultura indígena”!

Defender uma abordagem anticolonialista é denunciar a violência que aconteceu durante os processos de colonização no mundo inteiro. Aimé Césaire, em “Discursos sobre o colonialismo”, afirma que “a Europa tem contas a prestar perante a comunidade humana pela maior pilha de cadáveres da história” (1978, p. 28). As consequências se perpetuam até hoje: basta ver as mortes de indígenas durante a pandemia, assassinatos por causa da grilagem, a luta por território… Na educação, trata-se de não romantizar a invasão do Brasil nem perpetuar estereótipos sobre indígenas (a atividade de fazer um cocar…). A dominação cultural do eurocentrismo também é uma forma de violência simbólica.

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Um espectro ronda a esquerda: Junho de 2013

Este é um artigo que escrevi para a edição nº 3 da revista Terra Sem Amos. E terei sempre um carinho muito especial por ele porque foi meu primeiro artigo publicado em revista! ♥

Junho de 2013 é um assunto que me interessa muito, principalmente pelas disputas de narrativa em torno das manifestações (o que é justamente o primeiro capítulo do artigo) e por ter sido o meu primeiro contato com política na rua. Será que eu fui manipulada pela direita e é nossa culpa Bolsonaro ter sido eleito e tudo de ruim que aconteceu desde então? Ou será que o movimento começou legitimamente popular e foi cooptado porque faltou à esquerda institucional a habilidade para lidar com ele?

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