Apresentação de trabalho: Os desafios da educação musical remota em uma escola rural

Olá! No comecinho do mês rolou o XIV Encontro de Educação Musical da Unicamp, em sua segunda edição online. Depois vou fazer um post sobre o evento em si, mas o que achei mais interessante é que o EEMU teve um formato de apresentação das comunicações orais através de vídeos previamente gravados. Foge um pouco do esquema de google meet que ninguém aguenta mais e permite que você assista às apresentações no horário mais conveniente.

Vou compartilhar aqui o vídeo da minha apresentação então. O título dela é: Os desafios da educação musical remota em uma escola rural: relato de experiência. Quando forem publicados os anais eu posto aqui o texto completo. O único problema do vídeo é que a parte que eu gravei com a câmera do celular ficou mais baixa que a parte gravada com o notebook, então tem uma oscilação quando aparece minha cara.

Espero que vocês gostem!


Coletânea de cartazes da Patty

Amanhã tem ato!!!! Como esquenta, resolvi fazer um compilado das minhas fotos com cartaz. Bora lá!

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19 de junho de 2013. Sim, o famigerado junho de 2013. Não deixem o PCO ver esse cartaz.

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What I’m reading 43

Quaaaase faltou postar os livros lidos no mês de abril antes de acabar o mês de maio, mas aqui está a lista pequena! Maio foi super corrido, mas vamos mantendo a meta aos trancos e barrancos.

Zodíaco – Robert Graysmith: Algo que eu consegui na quarentena interminável foi ler livros que estavam parados há muito tempo. MUITO tempo mesmo. Eu vi o filme sobre o Zodíaco mais ou menos em 2010? Logo em seguida, comprei o livro porque fiquei empolgada. Só que ele era muito igual ao filme hahahhaah e então eu parei de ler. Agora que calhou de ter mais tempo, peguei para ler. Foi uma longa leitura, mas terminei. É um livro muito detalhado. Mas recomendo mesmo ver o filme. Detalhes do livro no skoob.

Margem Esquerda – Boitempo: Primeira edição da revista da Boitempo que leio, porque veio junto no pacote do clube do livro. Essa tem a temática VALOR com artigos ótimos. Um sobre trabalho e tempo, por exemplo, me fez pensar bastante. Acho que vou escrever a respeito depois. Tem poesias no final também, de Galeano e Angela Davis, excelente. Detalhes do livro no skoob.

Fala de bicho, fala de gente: Cantigas de ninar do povo juruna Marlui Miranda, Cristina Martins Fargetti: Comprei este livro na última bienal do livro em que fui. Não tinha lido inteiro ainda, aí aproveitei que ia mostrar músicas indígenas para minhas alunas e alunos. É um livro incrível, além das gravações e transcrições das cantigas com tradução e partitura, também tem detalhes sobre os costumes do povo juruna e uma análise linguística sobre o que diferencia as falas de bicho e as falas de pessoas. Também aborda as cantigas de ninar enquanto gênero, pois o que importa para as crianças é mais a melodia e o ritmo do que o sentido das palavras, por isso temos cantigas com temas adultos. Recomendo muito para quem quer trabalhar música indígena em sala de aula. Detalhes do livro no skoob.

Keep reading e até a próxima!


A arte educação resiste: como construir uma educação libertadora diante das perseguições da onda conservadora

Continuando a postar minhas publicações aqui no blog, esta é uma comunicação que escrevi com um amigo, Leonardo Caron, para o IX Fala Outra Escola, evento da Faculdade de Educação da Unicamp, em 2019.

A arte educação resiste: como construir uma educação libertadora diante das perseguições da onda conservadora

Resumo: Este trabalho analisa a ascensão do conservadorismo na educação, que se manifesta principalmente através do projeto Escola sem Partido e na perseguição de professoras/es, usando como justificativa uma posição contrária a uma doutrinação ideológica baseada em “ideologia de gênero” e “marxismo cultural”, atacando também o patrono da educação, Paulo Freire. A seguir, apontamos como a arte-educação pode se posicionar como um instrumento de resistência, pois a Arte, dentre as áreas de conhecimento, possui um grande potencial para questionar a realidade e permitir a livre expressão das/os estudantes. Por isso a Arte também vem sofrendo perseguições, ou melhor dizendo, alguns tipos de Arte; existe uma estética artística que é considerada legítima, que tende a ser uma estética eurocêntrica apreciada pelas classes dominantes. O fazer artístico que foge desses padrões, notadamente aquele que é transgressor e gera incômodo em pessoas conservadoras, é alvo de ataques e deslegitimado. Podemos citar como exemplo o cancelamento da exposição Queer Museum após manifestações de grupos como o Movimento Brasil Livre. Dentro de uma escola libertadora, a arte-educação deve ser usada para trazer questionamentos e possibilitar a busca por respostas, de forma inclusiva. Isso implica em acolher a diversidade, oferecendo um ambiente plural para discussões, além do que acontece junto à família. Para que isso seja possível, professoras/es precisam ter liberdade para abordar conteúdos transversais sem sofrer perseguições. Após passar por alguns exemplos do cotidiano, finalizamos com reflexões sobre a importância de reconhecer o ensino da arte-educação e do fazer artístico como forma não só de resistência ao conservadorismo, mas de mudança da realidade a partir da valorização da diversidade e da possibilidade de se expressar em um momento em que tanto querem nos calar.

Palavras-chave: ​ Arte-educação; Escola sem Partido; educação libertadora.

Baixe em pdf.

Para citar:

CARON, Leonardo Cecílio; KAWAGUCHI CESAR, Patricia. A arte-educação resiste: como construir uma educação libertadora diante das perseguições da onda conservadora. In: IX FALA Outra ESCOLA, 2019, Campinas. Anais… Campinas: Unicamp, 2019.


#musicmonday 85: Eldorado dos Carajás (Sem justiça não há paz ) – MBGC

A música de hoje é um rap feito para lembrar o que aconteceu em Eldorado dos Carajás 25 anos atrás e ressaltar que sem justiça não existe paz. A autoria é do grupo MBGC (Manos da Baixada de Grosso Calibre), de Belém.

O dia 17 de abril é o Dia Internacional da Luta Camponesa, em memória dos trabalhadores que perderam suas vidas no massacre de Eldorado dos Carajás, em 1996. Nesse dia, 21 trabalhadores Sem Terra que lutavam pela reforma agrária foram assassinados pela Polícia Militar do estado do Pará e mais 69 sofreram graves ferimentos, em uma brutalidade que chocou o mundo inteiro. Essa violência extrema foi autorizada pelo Estado, que defende o projeto de morte dos grandes latifundiários.

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