Dia da ciência e de quem faz ciência

Hoje é o dia da ciência! É sempre bom lembrar que pesquisa em artes também é ciência! Muitas vezes quando se fala em ciência as pessoas só pensam em laboratórios e tubos de ensaio (o Luan me falou que tem um que chama Erlenmeyer, pra mim era tudo tubo de ensaio).

Queria relembrar aqui um pouco da minha trajetória na famigerada academia. No meu segundo ano de graduação apresentei meu primeiro artigo em congresso. E gostei muito da experiência. Eu gosto dos congressos em si, é bom apresentar algo que você pesquisou e conhecer outras pesquisas. É sempre um espaço que me inspira muito e com certeza foi muito enriquecedor para minha formação, complementando com vários conhecimentos que não estavam no curriculo da graduação.

Também em 2013 comecei a ajudar na organização do Encontro de Educação Musical, onde estou até hoje. Também foi muito bom ter essa experiência de organizar um evento e conheci muitas pessoas.

Em 2014 apresentei um artigo sobre minha pesquisa de iniciação científica no congresso da ISME (International Society for Music Education), em Porto Alegre. Foi uma oportunidade incrível ter o congresso internacional da minha área no Brasil. Eu estava muito, muito insegura com meu inglês e minha orientadora ajudou fazendo a tradução na apresentação. As perguntas eu respondi direto em inglês e depois um professor estrangeiro disse que eu deveria ter mais segurança pois meu inglês era ótimo e minha pesquisa também. Fiquei muito feliz.

Em 2016 eu escrevi meu TCC. Esse foi um ano que mudou minha vida em muitos sentidos (só a luta muda a vida). Foi uma experiência conturbada porque eu estava escrevendo o TCC no semestre da maior greve da Unicamp, tive alguns desentendimentos que culminaram em trocar de orientador e tema faltando 20 dias para a entrega, assim que acabou a greve. Foram 20 dias muito intensos e tenho bastante orgulho de ter conseguido fazer isso.


2017 foi o ano de escrever meu projeto de mestrado. Fiz uma disciplina da pós como aluna especial e foi nela que surgiu meu projeto. Foi onde conheci Bourdieu e outros sociólogos da educação. Foi uma felicidade muito grande passar no mestrado. Em 2018 fui convidada para dar uma aula sobre questões de gênero na educação musical na disciplina de estágio da licenciatura em Música na UEM.

2019 foi uma loucura. Foi o ano em que eu criei duas APGs (Associações de Pós-Graduandas/os) e mergulhei no movimento estudantil da pós-graduação, que eu nem sabia que existia. Encontrei companheiras e companheiros que agora são inseparáveis. Em meio a tantos ataques às artes, à ciência, à pesquisa, à docência, consegui colocar em palavras a ideia que já tinha há muito tempo de que a academia e a pesquisa são espaços de militância. Escrevi isso em um artigo para o simpósio da FLADEM (Fórum Latinoamericano de Educação Musical) e ele teve uma recepção tão boa que me chamaram para apresentá-lo como mesa redonda, o que foi uma honra inexprimível.

Em 2020 eu viajaria para o congresso da ISME na Finlândia, mas… pandemia. Também foi adiado o congresso da FLADEM onde eu apresentaria novamente.

Agora estou no processo de escrita da dissertação. Tá sendo muito difícil e volta e meio fico com bloqueios. Hoje mesmo fiz uma reunião com minha orientadora para pedir ajuda pra encaminhar. Ainda tenho esperanças de prestar o doutorado este ano, mas vamos ver como vão ficar as coisas.

Seguimos!


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