Os dez princípios do educador montessoriano

Olá! Hoje queria compartilhar com vocês os dez princípios do educador montessoriano. Gosto da pedagogia Montessori porque ela se baseia no respeito e no entendimento da criança. Muitas vezes nós – educadores, pais, familiares, babás e adultos em geral – só queremos impor nossa vontade sem tentarmos entender de que a criança precisa naquele momento. E isso faz muita diferença.

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Maria Montessori

Esses Dez Princípios são uma tradução feita pelo Lar Montessori da lista original escrita pela Maria Montessori e compartilhada pela Association Montessori Internationale. Recomendo muitíssimo a leitura do blog do Lar Montessori, que tem vários textos voltados para educadores e para famílias também. Tive a felicidade de estar em uma palestra encantadora do Gabriel Salomão e os textos são tão engrandecedores quanto as palavras ao vivo.

Seguem os princípios. Alguns deles são muito específicos para a pedagogia montessoriana, que tem uma forma bem específica de trabalhar em sala de aula oferecendo mais autonomia às crianças, ao contrário da escola regular onde todas as crianças têm que fazer a mesma coisa da mesma forma ao mesmo tempo. Tem outros itens que parecem muito óbvios e triviais, mas será que lembramos de fazer isso no dia a dia? No calor de um momento de conflito em sala de aula? Como o próprio Gabriel diz em seu post, são princípios para ler e reler o tempo todo. Espero que sirvam para a sua reflexão!

Princípios do educador montessoriano

Por Maria Montessori. Tradução do Lar Montessoriano

  • 1 – Nunca toque a criança, a menos que seja convidado por ela de alguma maneira.
  • 2 – Nunca fale mal da criança em sua presença ou ausência.
  • 3 – Concentre-se em fortalecer e ajudar o desenvolvimento daquilo que é bom na criança, para que sua presença deixe cada vez menos espaço para o que é ruim.
  • 4 – Seja ativo na preparação do ambiente. Tome cuidado constante e seja meticuloso com ele. Ajude a criança a estabelecer relações construtivas com ele. Mostre o local adequado onde são guardados os meios de desenvolvimento e demonstre seu uso apropriado.
  • 5 – Esteja sempre pronto a responder à criança que precisa de você e sempre escute e responda à criança que a você recorre.
  • 6 – Respeite a criança que comete um erro e pode corrigir-se mais tarde, mas impeça com firmeza e imediatismo todas as más utilizações do ambiente e qualquer ação que coloque a criança em risco, assim como seu desenvolvimento ou os dos outros.
  • 7 – Respeite a criança que descansa, assiste ao trabalho dos outros ou pondera sobre o que ela mesma fez ou fará. Não a chame, nem a force a outras formas de atividade.
  • 8 – Ajude aqueles que estão à procura de atividade e não conseguem encontrar.
  • 9 – Seja incansável na repetição das apresentações para a criança que as recusou antes, ajudando a criança a adquirir o que ainda não possui e a superar imperfeições. Faça-o avivando o ambiente com cuidado, limites e silêncio, com palavras suaves e presença amável. Faça com que a criança que busca possa sentir sua presença, e esconda-se da criança que já encontrou o que buscava.
  • 10 – Sempre trate a criança com a melhor das boas maneiras, oferecendo o melhor que houver em você e à sua disposição.

Até a próxima!

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