Minami Minegishi, AKB48 e a indústria de idols no Japão

Olá! Semana passada vi algumas pessoas no twitter comentando sobre o que aconteceu com a Minami. Alguns dias depois, quando alguns amigos meus que não acompanham o mundo das idols vieram me perguntar sobre o caso, percebi que ele teve repercussão mundial e chegou à imprensa internacional. Então, resolvi escrever aqui um post falando sobre como funciona esse mercado musical japonês, que é diferente do que temos no ocidente. Como também não sou uma expert em idols, convidei alguns amigos para complementarem o post com a opinião deles. São o Shilluba, um expert em AKB que me ajudou a entender melhor como funciona o grupo quando escrevi o post da Sugar Rush, e a Clara, que odeia o AKB mas gosta de outras idols.

Pra começar, idols são, bem, ídolas. Elas são garotas que não apenas cantam e dançam, mas também podem ser atrizes, dubladoras e modelos. Mas elas não são assim multi talentosas a princípio, suas carreiras são um constante aprendizado e o que é interessante é acompanhar o crescimento de cada uma. Elas entram nesse mundo do entretenimento quando mal são adolescentes, com uns 13 anos, e saem (se “graduam”) quando são consideradas “velhas” demais (chegando no final da casa dos 20 anos, acho). E têm uma legião de fãs que chegam a uma enorme obsessão para demonstrar qual é a sua idol preferida. Eles compram diversos cds, livros de fotos e inúmeras outras mercadorias da sua preferida. Japoneses podem ser bastante fanáticos, e isso não se resume a idols; por exemplo, já vi votação de personagem preferido de manga (que é apenas uma mera curiosidade) que teve uma única pessoa que mandou centenas de cartas para eleger um personagem de menos destaque!

Então, agradar os fãs é muito importante e faz parte do trabalho de ser uma idol. É a opinião do público que vai determinar se sua carreira vai ser um sucesso ou fracasso. Até aí, não é muito diferente de qualquer carreira artística no show business. O problema é que os fãs idealizam suas idols como garotas puras e meigas (entenda-se virgens), e elas são rigorosamente obrigadas a cumprir esse papel, a vender uma imagem. Existe uma regra contratual que proibe que elas tenham relacionamentos, para não decepcionar seus fãs. E existem paparazzi que as perseguem dia e noite, sedentos por um flagra que vai causar polêmica.

Foi isso que aconteceu com Minami Minegishi, a Mii-chan, integrante do grupo AKB48, que estava nele desde sua criação. O AKB48 é um grupo que tem 48 integrantes (na verdade hoje tem mais e já deu origem a um outro grupo com mais 48), que se dividem em times e se revezam nas apresentações. É um esquema de ter as preferidas do público, as principais, e as que têm menos destaque. É um dos grupos mais famosos do Japão: gravou a música que toca no encerramento de um desenho da Disney (Detona Ralph), tem mangás e anime, programa de tv e uma infinidade de produtos. É muita coisa!


anime

Minami era uma das principais, até ser flagrada por paparazzi saindo da casa de um rapaz, depois de passar a noite lá. Essa notícia que aqui no ocidente renderia no máximo um pequeno comentário numa revista de fofocas qualquer foi o suficiente para fazer com que ela fosse rebaixada no grupo.


imagina você ter que se vestir assim pra ir à casa do namorado?

Preocupada com sua reputação, Mii-chan tomou uma atitude drástica: cortou seu longo cabelo e raspou a cabeça. O cabelo tem uma simbologia muito importante para os japoneses, um cabelo longo é um símbolo de honra e apenas corta-lo já pode significar uma mudança de vida. Imagine então a importância de um belo cabelo para uma idol. Essa atitude de raspar o cabelo é uma auto-punição para mostrar arrependimento e humildade, creio que tem algo a ver com se assemelhar aos monges. Ela então gravou um vídeo pedindo desculpas aos seus fãs, à sua família e às integrantes mais novas do grupo, para as quais deveria servir de exemplo. Sinceramente, nem vi o vídeo porque isso me parte o coração. Vi pessoas dizendo que ela nem está sofrendo tanto assim e fez isso pra continuar no grupo, como se fosse um simples golpe de marketing. Eu acho cruel e desumano que a “indústria de idols” prive garotas de terem uma vida normal para satisfazer os sonhos idealizados de seus fãs. Esse é um lado da cultura japonesa do qual eu não tenho orgulho. Seria bom se a repercussão internacional fizesse os japoneses mudarem um pouco, mas não sei se isso vai acontecer.

Outra coisa: para verem como esses escândalos são comuns, hoje saiu outro escândalo envolvendo uma integrante do AKB48. Yuki Kashiwagi foi vista em uma “dating party” (eu não sei uma tradução que defina direito o que é isso; é um tipo de encontro em grupo, com o objetivo de formar amizades ou relacionamentos). Um fã ficou revoltado e gravou um vídeo expressando seus sentimentos. Ele se sente traído e grita que ela está agindo estranho, contra tudo que sempre disse, “eu não sou assim, não me interesso por essas coisas”. A Clara me mandou uma reportagem. (em inglês)

Pra quem tiver curiosidade, tem uma entrevista em inglês (de 2011) com o criador do grupo AKB, falando sobre o sucesso, público-alvo e coisas do gênero. Veja aqui.

Só queria fazer um parênteses: o Shi disse que do jeito que eu escrevi parece que só existem idols japonesas. Existem grupos de idols homens também. Mas a Clara vai falar um pouquinho sobre as diferenças. Então agora chamo aqui os convidados pro post!

Opinião da Clara

“Além do significado próprio para a cultura japonesa do cabelo longo, ele sempre esteve ligado à sexualidade e orgulho da mulher. O ato de raspar a própria cabeça indica que ela abdicou de seu lado como mulher e isso é de uma violência emocional comparável à castração. A indústria de idols é violenta e raramente perdoa alguém, mas é notável que ela é ainda mais dura quando se trata de mulheres.

Membros da Johnny’s (agência de idols masculina) já foram pegos com garotas, em atitudes “repreensíveis”, e apesar dos escândalos suas carreiras continuam populares. Esse tipo de episódio não pode ser tomado como algo apenas próprio do mundo dos idols, eles refletem em grande escala o que acontece dentro de uma sociedade machista.

É esperado que as idols mulheres se graduem de seus grupos e abram mão de suas carreiras ao chegar em uma idade, em função do casamento; aquelas que colocam a carreira em primeiro lugar não são bem vistas, bem como aquelas que decidem namorar ou casar “antes da hora”. Ou seja, é esperado que elas sejam o modelo de boa moça, que não namora, não erra, se casa e se dedica aos filhos.

É difícil apontar grupos de idol que estejam unidos até hoje com os membros com mais de 30 anos, no entanto existem idols masculinos que continuam unidos e no topo ( Arashi, SMAP, v6…). Esse tipo de episódio apenas reforça o machismo da sociedade que cobra uma postura muito mais idealizada das mulheres, e por isso essa notícia chocou a imprensa internacional.

Para fim de comparação, cito alguns escândalos envolvendo idols.

Yaguchi Mari, do Morning Musume, foi ‘forçada’ a se graduar pois seu romance com o ator Oguri Shun foi descoberto por um tablóide. Como o namoro durou um tempinho e Mari lidou muito bem com a imprensa, ela foi “perdoada” e continua sendo uma idol de sucesso apesar do baque que a notícia gerou.

Nozomi Tsuji, do Morning Musume, era conhecida por sua personalidade incrívelmente brincalhona, engraçada e infantil e surpreendeu demais a todos os fãs quando anunciou aos 19 anos que estava grávida do ator Sugiura Tayo, ex-Ultraman. Por ter feito um anúncio público e se casado antes do bebê nascer, como manda o figurino, a notícia de Tsuji foi bem vista pela imprensa. (Não importa se ela fez sexo, ela o fez para reprodução e vai se casar como moça direita).

A eterna idol Matsuda Seiko foi muito mau falada nos anos 80 quando não se casou com o jovem Go Hiromi porque ele esperava que ela abdicasse de sua carreira em prol do casamento. Anos mais tarde Seiko teve um casamento de princesa que não durou para a vida toda, o que fez com que sua imagem de boa moça fosse por água abaixo.

Nakazawa Yuko, do Morning Musume, era vista como ‘eterna solteirona, mulher rejeitada’ por não ter se casado até os 38 anos.

Ryutaro Morimoto do Hey! Say Jump! foi pego fumando antes da maioridade. A agência colocou o astro na geladeira, averigou o caso e deu-lhe a oportunidade de voltar ao grupo caso quisesse.

Kago Ai, do Morning Musume, foi pega fumando antes da maioridade. A garota foi colocada em prisão domiciliar durante um ano, passou de grande estrela a atendente de telefone da agência e tentou suicídio diversas vezes.

Não é raro que garotas idols vejam no suicídio uma saída para a pressão. Kago Ai, nakamori Akina, Yukiko Okada entre outras foram vítimas dessa situação.

O fênomeno AKB48 é um revival de um grupo criado pelo mesmo produtor nos anos 80, chamado Onyanko Club, que fez muito sucesso e trazia pré adolescentes virginais cantando coisas do tipo “por favor, não tire meu uniforme escolar”. O que separa AKB do resto do mercado de idols é a aparente falta de escrúpulos de seus produtores, que comercializam e objetificam as meninas a um nível inédito! Além de vídeos de photoshoots de lingerie protagonizados por garotas pré púberes AKB é uma marca que abrange também bizarrices como apartamentos temáticos, anime inspirado nas garotas – onde todas são desenhadas como se fossem AINDA mais novas e inocentes e ficam se esfregando umas nas outras -, um sistema online para criação de filhos com as idols (isso mesmo, uma das garotas pergunta no site ‘quer ter um filho comigo?’ e disponibiliza um aplicativo que junta sua foto com a dela e cria um bebê), entre outros. (Nota da Patty: esse site já foi desativado, mas pra quem quiser, tem uma reportagem aqui)

Miichan não é culpada de nada, é vítima de uma sociedade, de um sistema, de uma indústria, de seus fãs e de seus pais e produtores que supostamente deveriam cuidar dela.”

– Clara
twitterblog

Opinião do Shilluba

“Antes de mais nada, qual a definição exata de ‘idol’? Eu nunca tinha pensado exatamente o que queria dizer ou no que consistia exatamente ser idol, mas gosto muito da resposta que a Mano Erina (talvez alguns a conheçam como a Kamen Rider Nadeshiko do filme do Fourze!) deu em uma entrevista uma vez, de que são ‘artistas em treinamento, experimentando um pouco de canto, dança, atuação, buscando seu lugar no meio artístico e recebendo apoio dos fãs no seu crescimento, retribuindo com músicas e mensagens de superação e esforço (no que deveria ser uma relação ganho-ganho)’, sendo artistas que vemos o desenvolvimento, ao contrário dos normais, onde já recebemos eles ‘prontos’ com suas técnicas musicais profissionais, por exemplo.

Agora indo ao que importa, o que causou essa comoção internacional em volta do caso da Miichan foi principalmente o fato dela ter por conta própria raspado a cabeça e gravado o video chorando, pois caso contrário seria apenas mais um escândalo normal como tantos outros que já aconteceram, onde ela é transferida/rebaixada e fica por isso mesmo. O vídeo passou uma imagem muito forte de humilhação, como se ela tivesse sido obrigada a fazer aquilo para se desculpar com os fãs, gerando uma discussão sobre direitos humanos e até onde as produtoras podem ou não influenciar na vida pessoal dessas(es) idols.

Antes de atacar o óbvio, não acho que dê pra simplesmente colocar a culpa na produtora/agência, tipo ‘nossa, que desalmados, um absurdo’, pois é uma indústria, um mercado, e assim como qualquer outro, visa primeiramente o lucro; temos que ter isso em mente.

A “culpa” eu diria que vem de outros problemas da sociedade, principalmente (óbvio) a japonesa, que sabemos como sofre com problemas de hikikomoris e otakus ‘doentes’ (Nota da Patty: hikikomoris são pessoas que têm um certo problema pra sair de casa e por isso preferem viver trancados em seus quartos. Sim, os japoneses têm um termo pra isso. Otaku, no Brasil, é usado como sinônimo de “pessoa que gosta de animes”, mas no Japão o real sentido é uma pessoa completamente obcecada por aquilo de que gosta, que muitas vezes vive em função daquilo.), não só por idols, mas animes/mangás/qualquer coisa que comece como hobby e acabe como obsessão, como a Patty mesmo falou de gente que faz de tudo pelo seu personagem ou série ou jogo preferido. Tentemos imaginar alguém que já tem problemas sociais, sofrendo bullying ou pressão por N motivos, que conforme passa o tempo vai se fechando cada vez mais e mais ao ‘mundo real’ e encontra uma válvula de escape, algo que a anime e divirta. A pessoa vai cada vez mais dedicar seu tempo a essa coisa, pois é o que a mantém com vontade de sobreviver. Supondo que essa coisa seja um artista que representa tudo que ela sempre sonhou, e que vê-la, seja em fotos/videos/ao vivo a faz se sentir realizada e motivada. É aí que nascem os ‘idol otakus’ que gastam toda sua grana em cds/dvds/whatever e onde começam os problemas dessas polêmicas, pois como alguém assim suportaria ver seu motivo pra viver (!!) saindo com alguém ou fazendo algo que ela nunca imaginou que fosse fazer, quebrando a imagem de perfeição que ela tinha? É aí que entra a tal da regra que proibe relacionamentos.

Pra ilustrar melhor, cito dois exemplos de um tempo atrás de AKB mesmo. Em outro escândalo, saiu a história de um fã que tinha queimado TODOS seus cds/singles por achar ter sido traído, e outro chegou a processar (!?) alegando propaganda enganosa de que sua idol preferida não era virgem.

Vale lembrar que tem muitos, MUITOS grupos do tipo, tanto de meninas quanto de meninos aparecendo a todo momento no Japão, aliás, nunca teve tanto quanto nos últimos anos, então não dá pra culpar exclusivamente grupo X ou produtora Y por esses problemas. Mas parece as vezes que AKB48 é o pior grupo, com os piores problemas e piores fãs, o que não acho que seja verdade. O que acontece é que elas deixaram de ser um simples grupo pra se tornar sim um fenômeno no Japão, não existe um dia que não tenha pelo menos 2 programas distintos com elas, além de anime, mangá, filmes (estreou o terceiro documentário delas no cinema esse mês). Seja fã ou hater, todos têm que admitir que elas estão muito mais em evidência do que as outras. Cito Kaede, do grupo SUPER☆GiRLS que saiu do grupo em janeiro desse ano alegando problemas de saúde, mas que na verdade publicaram (o Shunkan Bushun, mesmo jornal que publicou o flagra da Miichan) no final do ano passado fotos dela pessoais junto com um namoradinho na cama, mas quem comentou disso? Ninguém, a maioria nem sabe que esse grupo existe.

É bem óbvio, mas vale lembrar que nem todos fãs são desse jeito, tem aqueles que só curtem as músicas, aqueles que gostam de uma ou outra, e aqueles que buscam um pouco mais de informação, que pessoalmente é onde prefiro me encaixar LOL. Gosto delas e me divirto bastante assistindo seus shows/programas/etc, mas mal tenho dois singles, assim como tenho de vários outros artistas e como acompanho várias outras coisas diferentes. :)

Particularmente, não acho que seja certo essa regra de proibição de namoros/relacionamentos, realmente é cortar um pedaço importante da vida delas em troca de outro (no caso, a vida de ‘fama’, ou de ‘treinamento para a fama’), e ninguém deveria ser privado disso, mas como resolver isso, como mudar uma cultura de anos de existência? De uma hora pra outra com certeza não é possível, qual seria o primeiro passo?”

– Shilluba
twitter

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E aí, o que vocês acham? Os comentários estão abertos pra isso! ;)

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20 Responses to Minami Minegishi, AKB48 e a indústria de idols no Japão

  1. Bom… é isso aí, obviamente já falei tudo ali, tenho pouco a comentar (e menos ainda a discordar) sobre o que a Clara falou tb, só alguns pontos:

    – Sobre o fato desse caso ter chamado a atenção da mídia internacional, creio que seja única e exclusivamente ao fato da Miichan ter dado uma loucura de raspar a cabeça, se não fosse por isso, seria apenas mais um caso que logo seria esquecido e pronto. Pra ajudar, a maioria dos lugares publicou como se tivessem feito ela cortar como "castigo", o que eu duvido MUITO que tenha sido por pressão de alguém.

    – Nem todo caso acaba trágico como esses mencionados aí do Morning Musume, por exemplo a Sasshi, que o Shukan Bunshun publicou fotos intimas que ela tinha enviado pra um namoradinho que contou dos casos dela, falando até que ela era 'insaciável' (lol what? XD) (isso foi ano passado se não me engano) Bom, ela foi transferida pro HKT48 (o grupo da região de Hakata), e ao contrário do que se imaginava continuou com apoio da maioria dos fãs, hj é uma das que manda no grupo lá e continua aparecendo em tudo que é programa normalmente, mesmo sendo praticamente provado que ela não é a 'moça pura virgem' que imaginavam.

    – O anime não é bem isso não, na real nenhuma delas realmente aparece no anime XD Além disso, é dificilimo apontar UM anime hj em dia que não tenha fanservice…

    De resto, o que vou falar agora pode ser um papo conformista, de gente que não liga para os problemas do mundo, mas enfim. Culpa da sociedade machista? Culpa dos fãs maniacos? Culpa do Japão? Não sei de quem é, mas AKB48 é um grupo de meninas bonitas (nem todas), simpáticas (nem todas), que estão em busca dos seus sonhos, tem algumas músicas legais e programas divertidos, então pq tanto ódio com elas? (:

    PS.: A Kago Ai/Aibon era louca, sempre foi ohahoahoahoha

  2. repostando o que postei no fb… :B

    um ponto que parece que foi esquecido.
    AKB48 é "tipo BBB" mas de longa duração.
    vc vê a garota entrar no grupo e crescer…
    nos outros grupos as integrantes já apareciam de certa forma já profissionais, mas esse lance de ver a garota entrar no grupo e crescer faz criar um apego beeem maior comparado a outros grupos.
    artigo que fala um pouco sobre: http://online.wsj.com/article/SB10001424052970203

    Outro ponto que não pode esquecer que acho que poucas pessoas do ocidente sabem: imagem pública conta muito não só para idol mas como para todos. Quem tem pais que são asiáticos e são da 1° geração tem uma leve noção disso. Não só os pais mas a sociedade como toda gera uma pressão enorme para que você seja perfeito e mantenha essa imagem, podendo inclusive influenciar na sua vida social/amorosa falando quem você deve escolher como parceiro, como você deve trabalhar, que carreira escolher e etc.

  3. o pouco que conheço de idols se resume a alguns meninos da Johnny's (principalmente o KAT-TUN, que sou apaixonada *-*), e o Miura Haruma e o Sato Takeru da Amuse.

    quando se fala em escândalos, sempre lembro do Oguri Shun e suas mulheres LOL eu acho ele tão feinho, é impressionante como tanta japa baba por ele.
    esse negócio de manter a imagem me lembra o Kamenashi Kazuya (que é o meu idol, pois eu AMO o trabalho dele <3). eu chego a achar exagero o tanto de cuidado com as ações e as palavras dele, ainda mais em entrevistas. sei que no japão não é nem um pouco exagerado um idol ser assim, mas chego até a desejar que ele fosse um pouco mais natural. ele é integrante do KAT-TUN e até os outros membros do grupo falam que o cuidado que ele tem com a imagem e tem de se promover é invejável.

  4. Eu acho essa situação muito, muito complicada.
    O AKB é um exemplo amplificado dos problemas dessa sociedade.
    Eu não acho que as meninas integrantes tem culpa de nada, elas são só… meninas integrantes de um grupo xD Mas acho sim que as vezes o AKB pega mais pesado que outros grupos, alimentando esse tipo de comportamento como caras que processam a menina porque ela não é virgem (?).

    Exemplo: Altas cenas nos clipes das meninas de lingerie ou até tirando mermo a roupa – lógico que tudo meticulosamente calculado, não é nenhum pornô. Até aí, okay ué. Pussycat dolls faz(ia) pior, não? O problema é que em outros grupos que eles apelam para a sexualidade delas dessa forma, elas assumem a figura de femme fatale, de mulher, de "I'm sexy and I know it". Agora, no AKB, elas exploram sim a sexualidade através de uma imagem de inocência, de menininhas, de colegiais que de TÃO inocentes tiram a roupa uma na frente das outras e sussa. O contraste é muito grande! Não que isso não exista em outros grupos, mas no AKB é potencializado! Mesmo as meninas que são mais velhas (tem seus 20 e poucos) vendem uma imagem de menininhas, só que menininhas semi-nuas :)
    É algo meio Lolita < http://4.bp.blogspot.com/-nrh-wZGHt1I/T3OlfLw0CHI… >
    Isso alimenta essa sociedade pedófila e machista e fanática, e acaba com cenas fortes como o vídeo dessa coitada dessa Minami.

    Eu acho um horror esses fãs absurdos que projetam todas as suas expectativas num ídolo e se esquecem do fato de que são pessoas! Um personagem de anime pode sim ser perfeito, porque ele é aquilo que fazem dele e pronto. Uma pessoa NÃO!

    Eu sou muito muuuuito fã de alguns grupos da JE (brofist com a Mandy), como News, Arashi e KAT-TUN, mas acontece que apesar de eu comprar sim a imagem que eles me vendem de perfeição, eu SEI que eles são pessoas, e que a vida pessoal deles é da conta deles! O próprio Akanishi Jin acabou de casar e ter um bebê e eu não estou processando a JE porque ele não é virgem!

    A pergunta do Shilluba é realmente difícil de responder, eu não tenho a mínima ideia de qual seja o primeiro passo para mudar esse cenário, mas como está não pode ficar. Eu estou do outro lado do mundo e tenho cólicas no dedão do pé de ler essas coisas, só imagino pra quem está inserido nisso como é…

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