Virada Cultural 2011: Diário de Viagem

Olá! Como vocês sabem, nesse último fim de semana, 16 e 17 de abril, foi a Virada Cultural em São Paulo. Eu fui apenas no domingo, acompanhada pelo @angnorth e pelo @trubers, que já estava lá desde sábado à noite e por isso não ficou conosco até o fim (perdeu a melhor parte). Tirei várias fotos e vou contar como foi! Resumidamente, as atrações que eu vi foram: piano na praça, oráculo celta, pinacoteca, Companhia de Dança Cisne Negro, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e São Paulo Companhia de Dança.

Virada Cultural 2011

Obs.: Os horários são meio chutados.

Clique nas fotos para ampliar.

08:00~11:00 – Piano na praça

Localização: Praça Dom José Gaspar, República

O ônibus demorou um pouco mais do que eu tinha previsto, por isso não consegui ver desde o começo o pianista Paulo Francisco interpretando Chopin, às 8 horas. =( Mas gostei muito do que ouvi; só é uma pena que também não tirei fotos boas. Depois que ele acabou sua performance, várias pessoas se retiraram, já que haveria um intervalo de uma hora até o próximo, então pudemos pegar lugares melhores.

A ideia de colocar um piano ao ar livre é genial; eu gosto bastante da ideia de tocar “para o povo”. Seria bem legal se tivéssemos mais pianos públicos, mas infelizmente não sei se essa ideia é viável por causa de vândalos e pessoas sem a menor educação. Comento mais sobre isso quando falo sobre o piano da Luz, mais embaixo.

Depois da apresentação do Paulo Francisco, colocaram um toldo sobre o piano. Imaginamos que seja pra proteger das frutinhas que estavam caindo das árvores, LOL. Imagina só você estar tocando e cai uma fruta na sua cabeça? Ou nas teclas? Que horror! Tocar na praça também pode ter suas desvantagens…

Às 10 horas começou a apresentação de Adylson Godoy, interpretando obras de Baden Powell. Baden foi um grande violonista brasileiro e amigo de Adylson. Certa vez, conversando, Baden disse que gostaria muito de misturar música popular e música erudita, e eles resolveram concretizar isso. Por isso os arranjos do pianista misturavam músicas de Baden com um pouco de Chopin (algumas mazurkas e baladas).

Algo muito interessante de se saber: foi Adylson Godoy o idealizador do piano na praça. Um dia ele estava no bar em frente à praça e pensou que seria muito legal ter um piano lá. Foi muito bom ouvir suas músicas e o que ele contou sobre o piano e sobre Baden.

Gravei dois vídeos. Desculpem pela câmera balançando, foi o melhor que consegui.

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http://www.youtube.com/watch?v=h4R2FWLAdgk


http://www.youtube.com/watch?v=UuXDQeTdIOo

11:00~11:20 – Feira de livros

Localização: em frente à praça acima

Logo do lado da praça, tinha uma feira de livros e narração de histórias. Demos uma olhada lá e eu comprei uma graphic novel brasileira, Lina. Depois vou fazer um post sobre ela aqui, já que é um pouco musical.

De lá, fomos andando até o…

11:20~12:40 – Corredor Dimensional

Localização: Anhangabaú

É óbvio que eu não poderia ir à Virada Cultural e não dar uma passada na ala nerd! O que eu mais lamentei nessa Virada foi não ter virado a madrugada lá, e por isso ter perdido o show da Megadriver.

Demos uma volta pelos estandes e tinha muita coisa legal. Espadas e machados, roupas medievais, varinhas mágicas, livros, cálices, bebidas estranhas (Tinha um licor lá chamado “beijo da odalisca”, bem que eu queria experimentar… Mas só vendiam garrafas. Podiam vender cálices, né?), chocolate rúnico (?), quadros, colares, brincos… Pra quem gosta de coisinhas medievais, era um prato cheio! Comprei um brinco lindo e barato do Atelier de Prosérpina. Aqui está o site se você quiser olhar; mas é uma pena que os colares e brincos não estejam no catálogo.

O que eu realmente queria lá era me consultar com o oráculo celta! Valeu a pena esperar no sol escaldante – pobres das pessoas que estavam usando aquelas roupas medievais. Na Taverna da Auris Arcadia, um bardo muito simpático me deu bons conselhos!

Estas fotos foram tiradas pelo Tru. Eu não tirei porque originalmente ia falar só dá parte musical, mas depois resolvi escrever sobre tudo.

Virada Cultural 2011 Virada Cultural 2011

12:40~14:00 – Pausa pro almoço

Localização: Liberdade

Eu amo a Liberdade, por isso fomos almoçar lá. Pra quem não sabe, eu sou vegan, então encontrar lugares pra comer não é tão simples. Sim, eu sou descendente de japoneses e não como peixe. Enfim, self-service sempre é bom, na pior das hipóteses eu posso comer arroz, feijão e salada. A la carte não é bom, porque eu me recuso a pagar 15 reais em um prato de alface. Mas lá no restaurante do Sogo sempre tem alguma coisa com tofu, macarrão vegetal, batata sorriso e uma tigela de misoshirô de graça. Aliás, eu amo batata sorriso. É vegan, é feliz e é super fácil de comer com hashi. :)

Depois eu fiz uma peregrinação até a loja-de-coisinhas-cor-de-rosa (eu nunca lembro o nome dela) pra ver o preço do Domo-kun. Como no Sogo tinha uma loja mais barata, voltei até lá pra comprar e depois pudemos seguir viagem. Vocês conhecem o Domo-kun? Ele vai ser meu companheiro nos vídeos de piano a partir de agora. =D

Domo Domo Domo Rawr >:3

14:00~15:00 – Pinacoteca do Estado

Localização: Luz

Como ainda estava cedo pra ver a companhia de dança Cisne Negro, fomos dar uma olhada na pinacoteca, que estava com entrada gratuita. A exposição que estará lá até dia 05 de junho é da artista Paula Rego. Não gostei muito, não faz meu estilo; prefiro as obras do acervo. As fotos aqui são dessas obras, já que não é permitido fotografar as obras da Paula Rego por motivos de direitos autorais.

Depois fomos olhar o piano que fica no metrô, ver se ele estava vago e tal. Acabei não tocando porque tinha um mendigo lá, possivelmente bêbado, atrapalhando todos que queriam tocar. Uma senhora revoltada disse que ele sempre fica por lá e faz isso. Como eu disse anteriormente, gostaria que tivéssemos mais pianos públicos por aí. Mas não sei se isso é viável com gente sem educação e vândalos. Pelo menos aquele piano não parece ter sido vandalizado, mas infelizmente é um risco, e pianos não são instrumentos baratos…

Pinacoteca do Estado de São Paulo Pinacoteca do Estado de São Paulo Pinacoteca do Estado de São Paulo Pinacoteca do Estado de São Paulo Pinacoteca do Estado de São Paulo Pinacoteca do Estado de São Paulo Pinacoteca do Estado de São Paulo Pinacoteca do Estado de São Paulo Pinacoteca do Estado de São Paulo Pinacoteca do Estado de São Paulo Pinacoteca do Estado de São Paulo Pinacoteca do Estado de São Paulo

15:00~16:00 – Cisne Negro Companhia de Dança

Localização: Luz

Essa foi a parte mais frustrante do dia. Não pela companhia de dança, longe disso! Mas porque chegamos lá muito tarde (a apresentação começaria às 15:20) e já não tinha lugares nas cadeiras. Tivemos que ficar em pé. Minha altura não ajuda nem um pouco, e a situação só piorou quando começaram a colocar crianças nos ombros. Tinha uma criança em cima de uma cadeira, com um guarda-chuva aberto, tampando metade da visão do palco pra quem estava atrás, muito legal.

Eu fiquei quieta no meu lugar, mas algumas pessoas se arriscavam a ficar nos espacinhos entre a calçada e a rua (onde estavam as cadeiras) pra ter uma visão melhor. Com isso, elas acabavam na frente de quem estava sentado e eram expulsas com coros de “Sai da freeeente” ou “Seeeenta”. Teve uma senhora que jogou uma bola de papel em um cara que tava em pé. Peraí, gente, assim também não dá! Educação, por favor! E ela estava tão interessada em assistir à apresentação que foi embora pouco depois…

Quanto à dança em si, não posso opinar, porque vi muito pouco. A visão que eu tinha era só da esquerda do palco, então na maior parte do tempo só via as pessoas indo embora. Foram três danças, e da segunda eu não vi absolutamente nada; o que é uma pena, porque a moça tava com um vestido azul lindo. Vi um pedacinho das outras. Foram danças mais modernas, não balé clássico. Parecem ter sido bem legais.

Fica a lição, se você quiser assistir a alguma coisa lá na Luz, chegue muito, muito cedo. Ano que vem vou fazer isso. E levar uma sandália com salto plataforma na bolsa, só pra garantir…

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16:00~18:10 – Pausa pra espera

Localização: Luz

Depois que acabou a apresentação, a maioria das pessoas se retirou. O que é ótimo, porque assim pudemos pegar bons lugares pra ver a Osesp. O Tru já tinha nos deixado na apresentação anterior, porque estava dormindo em pé. Então eu e o Ang passamos esse tempo jogando o PSP dele. Alguns joguinhos musicais como Project Diva (de Vocaloid) e Pop’n Music.

Só um comentário, lá pelas 18:00 as pessoas começaram a bater palmas e gritar sem motivo aparente. Descobri que estavam gritando “Senta” e, ao invés das pessoas ficarem em pé na calçada como na apresentação anterior, todos se sentaram no chão. Foi uma boa ideia.

18:10~19:20 – Osesp // Osesp e São Paulo Companhia de Dança

Localização: Luz

Pra encerrar o evento, enfim o que eu mais esperava! A Osesp, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, se apresentando na Virada Cultural pela segunda vez! A Osesp tocou a suite sinfônica Scheherazade op. 35 de Nikolai Rimsky-Korsakov. A suite é dividida em quatro partes: o mar e o navio de Simbad, o príncipe Kalender, o príncipe e a princesa e a festa em Bagdá e o naufrágio do navio nas rochas. Foi lindo, não tenho palavras pra descrever.

Depois veio a apresentação da Osesp juntamente com a São Paulo Companhia de Dança. Eles apresentaram a Suite nº 3 em Sol Maior op. 55 de Piotr Ilitch Tchaikovsky. Essa foi a primeira vez que assisti a um balé clássico, e foi lindíssimo! Cada movimento combinava perfeitamente com a música. Não filmei pra não ficar segurando a câmera no alto e atrapalhar quem estava atrás, mas pelo menos dá pra ver as fotos.

O lugar ficou completamente lotado. Acho super legal a orquestra tocar no meio do povo assim.

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Conclusão

Essa foi a primeira vez que fui à Virada Cultural, e certamente valeu muito a pena. Só lamento muito não ter visto o show da Megadriver. Ano que vem talvez eu tente tomar uma overdose de café e virar a noite mesmo, pra diversificar um pouco mais e não ficar só no erudito. Então podem esperar mais fotos e vídeos no ano que vem!

Você foi à Virada? Tem vídeos e fotos? Poste nos comentários!

=D
Ang, Patty, Tru

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15 Responses to Virada Cultural 2011: Diário de Viagem

  1. Parece que foi bem cool! Bem eu não fui e com certeza no ano que vem eu também não vou XD! Gostei do meu quase chará (ou xará) tocando piano! Muito bom ^^! Valeu por nos trazer um poquinho da virada cultural Patty!

  2. Aaaaaaaah, eu queria ter ido, droga T-T
    Mas pelo menos vc tirou muitas fotos e dá pra matar um pouco a curiosidade *-*

    E btw, a parte nerd da coisa parece ter sido muito interessante! Eu MORRO de vontade ir numa feira medieval *-*

    Brigado pelo post Pa! =D

  3. Poxa vida, que dia! Pena que uma coisa desse tipo não rola aqui no Rio; apesar de já terem tentado, não chega ao nível de grandiosidade e variedade dessa virada paulista. E no dia que tiver alguma parte nerd por aqui, chove aerolito.

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