Diário: VII Curso Internacional Orff-Schulwerk

Olá! Há praticamente um mês, nos dias 13 a 17 de janeiro, fiz o VII Curso Internacional Orff-Schulwerk. Foi uma semana muito intensa, mais até do que no ano passado. Apesar do curso normalmente acontecer a cada dois anos, dessa vez foram dois anos seguidos por uma razão muito especial: em 2014 a ABRAORFF completa 10 anos! Então vou contar um pouquinho como foi.

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O Local

Novamente foi realizado no Colégio Santo Américo, que é um senhor colégio! O espaço lá é gigantesco, a sala de música do prédio da educação infantil é o sonho de qualquer professor. (coloquei umas fotos dessa sala no post do ano passado)

Agora tem um prédio novo que ficou pronto, então parte das aulas foram lá. A única dificuldade espacial é que os prédios ficavam distantes entre si, então precisava de esforço pra encarar uma subidona e escadas debaixo do sol, depois de uma aula dançando. Mas é bom passar uma semana menos sedentária! Aliás, naquela semana até que choveu bastante, o que foi bom pra diminuir um pouquinho o calor.

Orff-Schulwerk

Dessa vez eu já conhecia bastante sobre as ideias do Orff! Além de ter feito o curso no ano passado, também apresentei um seminário sobre Orff em Pedagogia e Didática II! (inclusive tem uns vídeos que eu tô enrolando pra postar desde novembro…) Mas é claro que sempre é possível aprender mais, tivemos uma palestra sobre o Schulwerk com a prof. Verena, foi muito instrutivo!

Vou deixar pra falar sobre Orff mais a fundo nesse post com os vídeos, mas vou colocar aqui os aspectos básicos.

  • Vivência e prática são mais importantes que teoria
  • Trabalho reflexivo sobre o que fazemos
  • Nosso próprio corpo é o principal instrumento
  • Os primeiros instrumentos eram como prolongamentos do corpo
  • Todos os músicos deveriam dançar
  • A criação e a improvisação são essenciais

A programação e o curso em si

Como disse anteriormente, o curso é intenso, das 9 às 18:45. Tem uma hora e meia pro almoço e três intervalos de meia hora, a cada aula de uma hora e meia. As aulas são 100% práticas, anotações só no final.

É cansativo passar uma semana inteira dançando, cantando, pulando e brincando! Mas é uma experiência incrível e o aprendizado é imensurável. Já usei muito em aulas o que aprendi no ano passado e definitivamente usarei o que aprendi agora!

O curso era dividido em três turmas: uma de iniciantes, uma turma avançada (pra quem fez o módulo iniciante três vezes) e esse ano tinha também uma turma de percussão africana com o prof. Kofi.

A única coisa que perdi foi a oficina de música e dança venezuelana porque estava com dor de cabeça e fui pra casa dormir. :(

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Foto: Cristianolimafotografia.com.br TDR*

As aulas

Agora falando um pouquinho sobre os professores…

Tivemos três aulas com o prof Estêvão Marques, que eu já conhecia do curso do ano passado e do Encontro de Educação Musical da Unicamp. Amo as aulas dele! Elas sempre são diferentes e criativas! E tocar com colheres é sempre uma alegria, tanto que até comprei o livro dele, Colherim!

Mais oito aulas com a profª Verena Maschat, da Espanha. Ela nos ensinou muitas danças e expressividade corporal, além de uma aula extremamente útil sobre como ensinar os fundamentos da teoria musical (notação, ritmo etc) de um jeito “Orffiano”.

E mais oito aulas com o prof. Polo Vallejo, também da Espanha. Ou seria mais correto dizer da África? Pois ele passou dezessete anos lá aprendendo os ritmos, as canções e tradições de diversos povos. Ele nos passou muito disso, trabalhando bastante com cânones. E as aulas dele eram tão gostosas que parecia que o tempo passava voando! Gostaria muito de fazer mais aulas com ele.

Não tivemos nenhuma aula com o prof. Kofi Gbolonyo, infelizmente. Ele só deu aula pro avançado e pra turma de percussão africana.

Além dessas aulas, também tivemos quatro “tutti” (aulas com todas as turmas) para encerrar os dias. Um foi de danças folclóricas, outro o filme “AFRICA: The beat”, outro de música e dança venezuelana e uma palestra sobre As bases do Orff-Schulwerk.

Simpósio

Depois do curso, no sábado, aconteceu o II Simpósio Orff-Schulwerk. Os professores falaram um pouco sobre seus trabalhos e depois tivemos a apresentação de dois trabalhos. Fiquei até confusa quando acabou, porque achei que fosse demorar mais.

Compras

Agora sim, finalizando, minhas compras… Não dá pra ir nesses eventos e não gastar um dinheirinho. Comprei o Colherim na loja da ABRAORFF, o livro do Gohn na banca do Rivelino e mais alguns instrumentos da MT Instrumentos. Vou ver se deixo um dinheiro guardado pra comprar um agogô no próximo Encontro de Educação Musical da Unicamp!

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Até a próxima!

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